REVISTA ELETRÔNICA de EDUCAÇÃO & SAÚDE.

REVISTA ELETRÔNICA de EDUCAÇÃO & SAÚDE (ano XXXIV) 2017 ou 5778
Criação e realização do biólogo e professor JOÃO ANGELO MARTIGNONI TEIXEIRA
Orientação e configuração do engenheiro e professor EVERARD LUCAS CARDOSO

13 de abr de 2017

CONTATOS com a Revista Eletrônica: "EXCITE-FRIBURGO" de EDUCAÇÃO & SAÚDE.

Idealizador: Prof. Dr. João Angelo Martignoni Teixeira
Correio eletrônico: biangelus@gmail.com

ou escreva-os nos comentários abaixo:

CRUCIFICAÇÃO de CRISTO:

Pesquisa de 2003 do Prof João Angelo. Atualização: 12/4/2017.
(foto ao lado tirada do teatro na Via expressa em 28/3/2010 e publicada no Jornal A Voz da Serra)
A palavra latina "excruciar” (raiz de "cruciante") se refere a algo que causa grande agonia ou tormento. As raízes da palavra são: "ex” = por causa de ou sobre, e "cruciar” = cruz. Então: "excruciar" = "por causa de , ou sobre, a cruz".
Em Seus 36 ou 37 anos de idade, Jesus foi amarrado a um poste, sofrendo violento espancamento físico e chicotadas que deixaram suas costas inteiramente expostas, onde a pele (epiderme + derme), com +/- 2 mm de espessura, apoiada na tela subcutânea (nome atual da antiga hipoderme), era arrancada das costas, expondo uma massa ensanguentada de músculos e ossos (“hambúrguer”).
Os romanos usaram um chicote (flagrum ou flagellum) com pequenas partes de ossos e metais (talvez Fe e Pb; Z= 26 e 82 na T.P.) unidos a vários cordões de couro. A quantidade de chicotadas não é registrada nos evangelhos. O número de golpes na lei judaica era de 40 (Dt 25:3), mais tarde reduzido (pelos fariseus) a 39 para evitar golpes excessivos por um erro de contagem. A vítima geralmente morria devido à surra (com 39 golpes acreditava-se trazer o criminoso à "1 da morte"). A lei romana não tinha nenhum limite sobre o n° de golpes a se dar.
Devido aos espancamentos houve perda de sangue (AB +, grupo sanguíneo considerado "receptor universal" que envolve mais ou menos 5% da população mundial) segundo estudos recentes no sudário (o sudário pertence ao Vaticano e fica guardado na Cappella della Sacra Sindone do Palácio Real de Turim, na Itália); houve também perda sanguínea devido aos espinhos da "coroa" (de 2,54 a 5,08 cm) feita da planta Zizifus spina (Zizyphus ou Azufaifo - da família das ramináceas) atingindo o escalpo (área mais vascular na testa que firma os cabelos) com 60 a 70 perfurações, enfraquecendo Jesus e podendo deixá-Lo inconsciente.
Depois do espancamento, Jesus andou num trajeto de +/- 595 m (chamado hoje de Via Dolorosa) para ser crucificado no “lugar do crânio ou da caveira” (em latim: Calvário; em aramaico: Golgota). O aramaico, língua semítica falada por Jesus, atingiu o apogeu entre os anos 300 a.C. e 650 d.C.,  falada ainda hoje em alguns lugares do Irã, Iraque e Síria, tem 22 letras no qual se escreve da direita para a esquerda e, deu origem ao hebraico e este, no final do séc. XIX, passou a ser a língua oficial de Israel.
O Calvário de Gordon é o ponto de maior altitude positiva de Jerusalém (777 m acima do nível do mar). Hoje neste Calvário, as cavernas na rocha estão situadas de tal maneira que dão ao local uma aparência de caveira. Jesus foi conduzido por ruas estreitas de pedras, cercadas por mercados daquele tempo, aglomeradas de gente, carregando a barra horizontal da cruz (chamada patibulum = patíbulo, pesando entre 36 e 50 kg) sobre Seus ombros. Ele estava cercado por 1 guarda romano, o qual carregava uma placa que anunciava Seu crime: o de ser "o Rei dos Judeus" em hebreu, latim e grego (o título era pendurado na cruz, sobre a cabeça da vítima, na hora da crucificação), por isso INRI (Iesus Nazarenus Rex Ioderum). No trajeto, Ele ficou incapaz de carregar a cruz; Simão o cireneu (natural da Cirenaica – região da Líbia - África), foi afetado pelo fato e intimado a ajudar.
Teorizam que Jesus talvez tenha caído ao ir descendo os degraus da Fortaleza de Antônio. Nesta queda com o pesado patíbulo nas Suas costas, talvez tenha tido uma contusão cardíaca, predispondo Seu coração a ruptura na cruz.
A crucificação era assim: o patíbulo era colocado sobre a terra e a vítima colocada em cima dele. Os cravos (pregos) de Fe (Z = 26), tinham +/- 18 cm de comprimento e 1 cm de diâmetro, eram cravados nos pulsos (na terminologia antiga, o pulso era considerado parte da mão). Os pregos entrariam no nervo mediano, causando choques de dor irradiados por todo o braço; o mesmo aconteceu na ruptura do nervo plantar do pé com um único cravo que passou entre o 2° e 3° metatarso.

Era possível colocar os pregos entre os ossos do corpo (ao todo 213 ossos = 22 na cabeça; 33 na coluna; 24 nas costelas; 1 esterno no tórax; nos membros superiores 64 e nos inferiores 62; no pescoço 1 hioide e 6 pequenos nas orelhas médias), de modo que nenhuma fratura (ou ossos quebrados -Jo 19:32-36; Ex 12:46) ocorressem. Estudos científicos mostram que os pregos provavelmente foram cravados através dos carpos (8 ossos pequenos do pulso) entre o rádio e a ulna no espaço de “Destot”. Pregos na palma da mão não suportariam o peso (de +/-80 kg de Jesus) de um corpo (de +/-1 m e 80 cm) e rasgariam a mão entre os metacarpos e falanges.
No local da crucificação estariam postes (em pé) com aproximadamente 2 m e 15 cm de altura. No centro dos postes estava um habitual assento (sedile ou sedulum) no qual servia como suporte para a vítima. O patíbulo era levantado sobre os postes.

Os pés (o esquerdo sobre o direito) eram pregados ao stipes (tronco vertical da cruz), para isto, os joelhos teriam que ser dobrados e girados lateralmente, deixando-O numa posição muito desconfortável.

Quando a cruz era erguida verticalmente, havia uma grande tensão posta sobre os pulsos, braços e ombros, resultando num deslocamento dos ombros e juntas dos cotovelos. Os braços sendo presos para cima e para fora, prenderam a caixa torácica numa fixa posição final inspiratória na qual dificultou o exalar, e impossibilitou ter completa inspiração do ar. O fato de ter tido pequenas respirações, talvez explique porque Jesus fez pequenas declarações enquanto estava na cruz. O tempo passava, os músculos, pela perda de sangue, falta de O2 e a posição fixa do corpo, passariam por fortes cãibras (contrações súbitas musculares). Pelas surras e chicotadas, Jesus sofreu severa hipovolemia (baixo volume de sangue); por isso Seu estado desidratado e a perda de força.
Pela defeituosa respiração, os pulmões Dele começavam a ter colapsos em pequenas áreas causando hipoxia (baixo teor de O2). Uma acidez respiratória, com a falta de compensação pelos rins devido à perda de sangue, resultou em um aumento da pressão cardíaca (batendo mais rápido para compensar); acumulando líquidos nos pulmões (vazou “água” e sangue na perfuração de +/- 5cm da lança no tórax do lado direito do corpo, feita pelo soldado ao confirmar Sua morte - Jo 19:34), sob o stress da hipoxia e acidez, o coração parou.
Em 2003, os astrônomos romenos: Liviu Mircea e Tiberiu Oproiu do Observatório do Instituto Astronômico da Romênia, estudaram através de programas de computador baseados na revolução dos planetas entre os anos 26 e 35 d.C. e descobriram que apenas por 2 vezes nesse período, a Lua cheia ocorreu imediatamente após o equinócio. A primeira Lua cheia foi numa sexta-feira 07/4/0030 e a segunda Lua cheia foi 03/4/0033.
Estes astrônomos, ainda baseados no Novo Testamento, onde diz que: Jesus morreu no dia após a primeira noite de Lua cheia após o equinócio de Verão e também se refere ao eclipse solar ocorrido durante a crucificação (Lc 22:53); concluíram por estes dados no computador que ocorreu um eclipse parcial do Sol em 33 d.C.

Na verdade, a última ceia de Jesus e seus apóstolos, se deu numa 4ª-feira, dia 01/4/0033. Por estudos científicos, podemos afirmar (afirmação também feita pelos astrônomos supracitados) que Ele morreu com 36 ou 37 anos de idade, às 15 h da sexta-feira do dia 03/4/0033 ressuscitando às 4 h da madrugada do dia 05/4/0033.
Ainda com auxílio de computadores, cientistas divulgaram em 2010 o "rosto de Jesus Cristo" e o "corpo de Jesus Cristo" (Corpus Christi) conforme os dados apurados no sudário e inseridos nos computadores, chegando aos resultados das respectivas fotos abaixo:
Aspectos Religiosos do Corpus Christi (ou Corpo de Cristo):
A história religiosa do Corpo de Cristo tem início no século XIII e foi instituída pelo Papa Urbano IV.
Um fato extraordinário ocorrido no ano de 1247, na Diocese de Liége, Bélgica, diz que Juliana de Cornillon, monja agostiniana, teve consecutivas visões de um astro semelhante à Lua, totalmente brilhante, porém, com uma incisão escura. Ela disse que o próprio Jesus Cristo revelou a ela que a Lua significava a igreja, e sua claridade o Corpo de Cristo. Juliana levou o caso ao bispo local que, em 1258, acabou instituindo uma festa (ou solenidade) em sua Diocese. O fato, na época, havia sido levado também ao conhecimento do bispo Jacques de Pantaleón, que quase duas décadas mais tarde, viria a ser eleito Papa Urbano IV.
O fator que deflagrou a decisão do papa e que confirmaria a antiga visão de (agora "Santa") Juliana se deu por um "milagre" ocorrido no 2° ano do pontificado de Urbano IV: o "milagre eucarístico" de Bolsena, na Itália, onde um sacerdote tcheco (Pe. Pietro de Praga), duvidando da presença real de Cristo na eucaristia depois da consagração do pão e do vinho, viu brotar sangue na hóstia (semelhante ao milagre de Lanciano, ocorrido no século VII). O fato foi levado ao Papa Urbano IV, que encarregou o bispo de Orvieto a levar a ele as alfaias litúrgicas embebidas com o sangue de Cristo. Instituída para toda a igreja, desde então, a data foi marcada por concentrações, procissões e outras práticas religiosas, de acordo com o modo de ser e de viver de cada país ou de cada localidade.
O Corpus Christi foi instituído pelo Papa Urbano IV com a Bula Transiturus (carta pontifícia de caráter solene), de 11 de Agosto de 1264, celebrada na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade (Pai + Filho + Espírito Santo), que acontece no Domingo depois de Pentecostes (Pente = 50 dias, depois da Páscoa, com a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos). A Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na quinta-feira santa e o Corpus Christi é celebrado sempre na quinta-feira depois de Pentecostes.
A celebração do Corpus Christi lembra a caminhada do povo peregrino de Deus, em busca da terra prometida. Segundo o Antigo Testamento, esse povo foi alimentado com o maná no deserto e hoje o povo de Deus é alimentado com o Corpo de Cristo, onde o celebrante consagra duas hóstias grandes, sendo uma consumida e a outra apresentada aos fiéis para adoração de Cristo.

Referências: Ball, D. A. "The Crucifixion and Death of a Man Called Jesus". J Miss St Med Assoc 30(3): 77-83, 1989.
Bíblia.Bible, Amplified version. Zondervan Publishing House, Grand Rapids, Michigan, 1964. Davis, C.T. "The Crucifixion of Jesus:The Passion of Christ from a Medical Point of View". Ariz Med 22:183-187, 1965. Edwards, W.D., Gabel, W.J and Hosmer, F.E. "On the Physical Death of Jesus Christ." JAMA. 255 (11), pp. 1455-1463, 1986.Holman's Bible Dictionary, Holman Bible Publishers, 1991. McDowell, J. "The Resurrection Factor". Campus Crusade for Christ, Nashville, Tenn., 1981. Metherall, A.. "Christ's Physical Suffering" (Tape) Firefighters for Christ , Westminister, Ca. Fitzgerald, Benedict & Gibson, Mel; “The Passion of the Christ” (20th Century Fox– EUA), 2004.

No Facebook: "ARQUEOLOGIA NO CALVÁRIO DE GORDON" - (uma exploração arqueológica) - Antônio César Domingues Hedo - Tel. (11) 4521-0157 e (11) 9817-9101 - e-mail: acdhedo@hotmail.com.

6 de abr de 2017

A evolução do "Homo obesus" 2017:

video
dia 07 de Abril de 2017 = dia mundial da SAÚDE (criado em 1948 pela OMS - Organização Mundial da Saúde)
Sr. Darwin, nem tudo passou pelo processo da evolução. Veja por exemplo, o ancestral antropoide do João Angelo correndo dos dinossauros na época das cavernas, no filme acima ... parece que não mudou muito geneticamente para o exemplar sapiens sapiens da versão 2017 que conhecemos...rs...rs...rs... Obesidade mata !!!
Apesar da brincadeira acima, aproveite para dar uma olhada nos Nomes científicos dos hominídeos:
 Ardipithecus ramidus; Australopithecus afarensis; Australopithecus africanus;
Australopithecus boisei; Australopithecus robustus;
Homo habilis; Homo ergaster; Homo erectus; Homo heidelbergensis;
Cro-Magnon; Homo neanderthalensis; Homo sapiens.



31 de mar de 2017

QUAL O MOTIVO DO DIA DA MENTIRA (1° DE ABRIL)?

1º de Abril
(por: Prof João Angelo – via Internet – original de 2000, atualizada em 01/4/2017).
<<<--- no dia 19/5/2017 a Torre Eiffel faz 128 anos.
No séc. XVI na França, o Ano Novo era comemorado no dia 25 de Março (início da primavera), era uma época de festa e celebração que durava até 1º de Abril. Em 1564, quando o calendário Gregoriano foi introduzido, o Rei Carlos IX decretou que o Ano Novo, deveria ser celebrado no dia 1° de Janeiro. Os mais conservadores se negaram a mudar a festa e continuaram a comemorar no período de 25 de Março à 1º de Abril. Alguns gozadores que aceitaram a mudança faziam travessuras, enviando trotes aos que insistiam com a data antiga. As "vítimas" eram chamadas de "poisson d'avril" ou “peixe de Abril” pois naquela época do ano, o Sol deixa o signo zodiacal de Peixes. Para identificar a pessoa que foi enganada era anexado (colado) um peixe de papelão em suas costas.
Ainda na França, Napoleão Bonaparte recebeu o apelido de "poisson d’avril" quando se casou com Maria Luísa da Áustria, em 1º de Abril de 1810.
Existe outra versão para o 1º de Abril: na cidade de Granada - Espanha, ao fim do domínio árabe, os mouros foram derrotados pelos cruzados cristãos. Apesar disso, eles se trancaram em suas casas fortificadas. Os cristãos pensaram numa maneira de se livrar dos mouros. Contaram aos mouros que poderiam deixar suas casas em segurança, levar somente o indispensável e que eles poderiam zarpar nos navios ancorados no cais. Os muçulmanos, desconfiados, se perguntaram se não era uma armadilha e foram chamados para inspecionar os navios, se convencendo que tudo estava bem. Fizeram seus preparativos para deixar a cidade. No dia seguinte, 1º de Abril, levaram seus pertences e foram para os navios. Depois de saírem, os cristãos saquearam e incendiaram suas casas. Antes que os muçulmanos chegassem aos navios, eles também foram incendiados. Finalmente, os cruzados atacaram e ninguém escapou com vida. Os cruzados festejaram sua vitória durante dias, e esta comemoração se tornou um ritual repetido durante muitos anos.
Também no dia 01/4/0033 que se deu numa 4ª-feira, foi realizada a última ceia de Jesus com seus apóstolos.
O dia da mentira chegou ao Brasil por Pernambuco em 1848 e continuam mentindo muito por aqui até hoje (vide alguns políticos...rs...rs...). Um pensamento muito oportuno de Affonso Romano de Sant’Anna, retrata bem este fato, ele diz: “Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente. Mentem de corpo e alma, completamente. E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente. Mentem, sobretudo, impunemente. (...) E de tanto mentir tão bravamente, constroem um país de mentira - Diariamente!”
Na Roma antiga, a ressurreição do deus Átis era celebrada no dia 1° de Abril com o festival de Hilária, atualmente, o 1° de Abril lá é chamado de "o Dia da Risada Romana".
Na Índia, o dia 1° de Abril, dá início a primavera com o Holi (festival onde os indianos brincam pelas ruas, jogando pó colorido em quem estiver passando).
Como tudo iniciou na França, hoje ela ainda é considerada a "capital da mentira" (veja a ilustração acima da Torre Eiffel). Também sugiu daí a ideia do Walt Disney de criar o "Pinóquio" e de Ziraldo criar o "Menino Maluquinho".

Se você conseguir "ENGANAR" alguém no dia 1º de Abril, de maneira inteligente, conte-nos como foi, no comentário abaixo:




17 de mar de 2017

FEBRE AMARELA / VÍRUS / VACINAÇÃO 2017:

VACINAÇÃO 2017 em nossa região.

Locais de vacinação em Nova Friburgo (de 9h às 16h):

Posto de Saúde de Lumiar
Posto de Saúde de São Pedro da Serra
Posto de Saúde de Rio Bonito
Posto Volante na Estrada Serramar (atendendo as localidades de Cascata, São Romão, Toca da Onça, entre outras)
Posto de Saúde de Mury
Unidade Básica de Saúde de São Geraldo
Unidade Básica de Saúde de Conselheiro Paulino
Unidade Básica de Saúde do Cordoeira
Unidade Básica de Saúde Tunney Kassuga, em Olaria
Policlínica Doutor Sylvio Henrique Braune, no Suspiro
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Conselheiro Paulino










Aedes aegypti e o Aedes albopictus - ALERTA de FOCOS de PROLIFERAÇÃO para o período de 2016:

O Aedes aegypti e o Aedes albopictus e a transmissão da Dengue, da Febre Amarela, da Zika (incluindo a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré) e da Chikungunya:
(Resumo da palestra do Prof. João Angelo em 2015/2016).


Em 2016 até Abril, tivemos 2691 casos de Dengue em Nova Friburgo (principalmente em Olaria, Prado, Jardinlândia, Conselheiro Paulino e Riograndina). No mesmo período de 2013 foram notificados 1734 casos de Dengue na cidade.


O vírus tipo 4 [Den-4] deixou de ser registrado durante muito tempo no país, voltando a causar vítimas no ano de 2011, por isso houve uma vulnerabilidade muito grande da população em relação ao vírus tipo 4 em 2013.
Fique atendo e coloque em prática tudo o que estamos aprendendo!
Obs.: até 2013 não se tem ainda uma vacina contra a dengue, porém a UECE (Universidade Estadual do Ceará) está desenvolvendo a 1ª vacina de origem vegetal contra a dengue, tendo como responsável pela pesquisa, a bioquímica Isabel Florindo Guedes.
O imunizador, foi testado em humanos de 2012 a 2014, e se mostrou eficaz em camundongos, que conseguiram produzir anticorpos contra a doença.

O feijão-de-corda (Vigna unguiculata) ou feijão-fradinho -- utilizado no preparo do acarajé baiano -- serviu de base para a produção da vacina.
Os cientistas conseguiram isto com a inserção de genes do vírus na planta e, verificaram que uma única planta pode gerar até 50 doses de vacinas e com baixo risco de reações alérgicas.

MAPA DA DENGUE (em 2015)

1) CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA do MOSQUITO:
Reino: Animalia;
   Filo: Arthropoda;
      Classe: Insecta;
         Ordem: Diptera; Subordem: Nematocera;
            Família: Culicidae; Subfamília: Culicinae;
               Gênero: Aedes; Subgênero: Stegomyia;
                  Espécie: Aedes aegypti.
2) INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
Aedes albopictus (“tigre asiático”) e o Aedes aegypti (“pernilongo-rajado”) são mosquitos que transmitem as doenças: Dengue, a Febre Amarela Urbana, a Zika (incluindo a síndrome de Guillain Barré e a Microcefalia) e a Chikungunya. Aqui no Estado do Rio de Janeiro, o Aedes albopictus (na foto ao lado vista ao microscópio) é predominantemente encontrado nas áreas com maior cobertura vegetal, enquanto que nas áreas urbanizadas (comunidades), é mais abundante o Aedes aegypti (Aedes = “desagradável” + aegypti = “que vem do Egito” // o que daria = "o indesejável do Egito").
Estes insetos são típicos de regiões de clima tropical e subtropical (com calor e chuvas); teoricamente não conseguiam viver em regiões frias, porém, algumas espécies recentemente se adaptaram a este fato. Em 2012, após vários estudos, verificou-se que estes mosquitos estão "resistentes" a quase todos os tipos de inseticidas vendidos no comércio.
São de tamanho pequeno, em média, de 0,5 a 0,7 cm de comprimento.
Possui cor de café ou preta com manchas (riscos) brancos no dorso, pernas e cabeça.
O ruído deste mosquito é muito baixo, sendo que o ser humano quase não consegue ouvir.
Alimentação: o mosquito alimenta-se de néctar, seiva de plantas, frutas ou outros vegetais adocicados. O mosquito ♀ alimenta-se também como o macho, porém é hematófaga (alimenta-se de sangue animal, principalmente humano). A fêmea precisa de Albumina (substância presente no sangue) para completar o processo de amadurecimento de seus ovos. O mosquito ♀ transmite a doença, mas não sofre seus efeitos.
No momento que está retirando o sangue, a fêmea contaminada transmite um dos quatro tipos de vírus da dengue [Den-1; Den-2; Den-3 ou o Den-4] e/ou os vírus Zika e Chik para o ser humano. Na picada, ela aplica uma substância anestésica, fazendo com que não haja dor na picada.
As fêmeas costumam picar o ser humano na parte da manhã ou no final da tarde, nos pés, tornozelos e pernas, mesmo através da roupa. Isto ocorre, pois costumam voar a uma altura média de meio metro do solo. Um único mosquito ♀ desses em toda a sua vida (45 dias em média) pode contaminar até 300 pessoas.
A fêmea deposita seus ovos em locais com água parada (limpa ou pouco poluída). Por isso, é importante não deixar objetos com água parada dentro de casa ou no quintal. Sem este ambiente favorável, o Aedes aegypti praticamente não consegue se reproduzir.

Além do Aedes aegypti que é um mosquito urbano, transmissor da Febre Amarela urbana, da Dengue, do Zika Vírus, da Chikungunya, da Filariose (Filaráse ou Elefantíase) e a Encefalite, temos outros tipos de Aedes:
*Aedes africanus - mosquito que vive nas matas e ataca os macacos. É vetor da Febre Amarela silvestre.
*Aedes pseudoscutellaris - espécie das ilhas do Pacífico. É o vetor da Filariose ou Elefantíase.
*Aedes canadensis - espécie Norte Americana. Vetor da Encefalite equina.
*Aedes togoi - espécie do Japão. Vetor da Filariose ou Elefantíase.

Como é o Ciclo do Mosquito ♀?
O ciclo do Aedes aegypti  e dos demais Aedes (citados anteriormente) é composto pelas fases:
OVO, LARVA, PUPA e MOSQUITO adulto. Na fase de acasalamento (com o macho), em que as fêmeas precisam de sangue (Albumina) para garantir o desenvolvimento dos ovos, ocorre a transmissão da doença. O seu controle é difícil, por existirem muitos criadouros onde deposita seus ovos, que são extremamente resistentes, podendo sobreviver vários meses até que a chegada de água propicia a incubação (período de incubação: varia de 3 a 15 dias, mas tem como média de 5 a 6 dias).
Na água, os OVOS desenvolvem-se rapidamente em LARVAS  que dão origem às PUPAS, das quais surge o MOSQUITO adulto.
Um OVO de Aedes aegypti pode sobreviver em ambiente seco por aproximadamente 400 dias. Se neste período o OVO entrar em contato com água, poderá gerar uma LARVA e, em seguida, o mosquito.
Os OVOS medem 1 mm de comprimento e são brancos quando depositados na superfície da água pela fêmea, mas tornam-se negros brilhantes depois de algumas horas, desenvolvendo-se em água parada, limpa ou suja, viram LARVAS em aproximadamente 48 horas.
As LARVAS [foto abaixo ao microscópio] alimentam-se de substâncias orgânicas, bactérias, fungos e protozoários existentes na água com temperatura favorável para o seu desenvolvimento, entre 25 a 30ºC. Abaixo e acima destas temperaturas o Aedes diminui sua atividade. Acima de 42ºC e abaixo de 5ºC ele morre. A duração desta fase larval, em condições favoráveis de temperatura e boa alimentação, pode chegar a 10 dias, podendo se prolongar. É sensível a movimentos bruscos na água, movimenta-se em forma de serpente, como um "S" e com rapidez, refugia-se no fundo do recipiente.
As PUPAS não se alimentam nesta fase, quando ocorre a metamorfose do estágio larval para o adulto (mosquito). Quando inativas, as PUPAS se mantêm na superfície da água, flutuando e geralmente de cabeça para baixo, com seu par de tubos expiratórios (trompas ou trompetas) em forma de "Y", que atravessam a água e permitem a respiração da PUPA. Este estado pupal dura, geralmente, de 2 a 3 dias. Raramente é afetada pela ação de larvicidas.
A PUPA tem 2 partes básicas: o cefalotórax (cabeça e o tórax unidos) e o abdômen (vista de lado, tem aparência de uma vírgula).

O que é DENGUE?
O termo Dengue é derivado da frase swahili "ki dengu pepo", que descreve os ataques causados por maus espíritos e, inicialmente, usado para descrever enfermidade que acometeu ingleses durante a epidemia, que afetou as Índias Ocidentais Espanholas em 1927 a 1928.
O swahili é o idioma falado no Quênia, Tanzânia, Uganda, República Democrática do Congo. Áreas urbanas do Burundi e Ruanda, no sul da Somália até ao norte de Moçambique, na Zâmbia e no sul da Etiópia. Comunidades em Madagáscar e Comores (na região da África oriental).
A Dengue é uma doença febril aguda, é uma virose, ou seja, uma doença causada por vírus, transmitido para as pessoas através da picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes aegypti
A doença pode se manifestar das seguintes formas: a Dengue Clássica (DC) e a Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) ou Síndrome do Choque da Dengue (SCD).
Dengue Clássica (DC): com sintomas mais brandos, a pessoa doente tem febre alta, dores de cabeça (cefaleia), atrás dos olhos e nas costas. A febre começa a ceder a partir do 5° dia e os sintomas, a partir do 10° dia. Neste caso, dificilmente acontecem complicações, porém alguns doentes podem apresentar hemorragias leves na boca e nariz.
Dengue Hemorrágica (FHD) (geralmente quando a pessoa pega a doença pela 2ª vez): neste caso manifesta-se de forma mais grave. Nos primeiros 5 dias os sintomas são semelhantes ao do tipo clássico. Porém, a partir do 5° dia, alguns doentes podem apresentar hemorragias em vários órgãos e choque circulatório. Pode ocorrer também vômitos, tontura, dificuldades de respiração, dores abdominais intensas e contínuas e presença de sangue nas fezes. Não havendo tratamento médico adequado, o paciente pode falecer, com a Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) e/ou a Síndrome de Choque da Dengue (SCD).
Quais as características dos Vírus (1, 2, 3 e 4) da Dengue?
Integrante da família dos Flavivírus e classificado como um arbovírus (transmitido por insetos e artrópodes), o vírus da dengue é composto por uma fita única de ácido  ribonucleico (RNA), revestida por um envelope de proteína (em formato icosaédrico).
Divide-se em 4 tipos (ou 4 sorotipos): Den-1, Den-2, Den-3 e Den-4. Todos estes podem causar tanto a forma clássica da doença quanto a dengue hemorrágico (FHD). Contudo, o Den-3 parece ser o tipo mais virulento, isto é, o que causa formas mais graves da moléstia, seguido pelo Den-2, Den-4 e Den-1. A virulência é diretamente proporcional à intensidade com que o vírus se multiplica no corpo. O tipo 1 é o mais explosivo dos quatro, ou seja, causa grandes epidemias em curto prazo e alcança milhares de pessoas rapidamente.
O ciclo de transmissão do vírus da dengue começa quando o mosquito ♀ pica uma pessoa infectada. Dentro do Aedes aegypti ♀, o vírus multiplica-se no intestino médio do inseto e, com o tempo, passa para outros órgãos, chegando finalmente às glândulas salivares, de onde sairá para a corrente sanguínea da pessoa que sofreu a picadura.
Assim que penetra na corrente sanguínea da pessoa, o vírus se multiplica em órgãos específicos (no baço, no fígado e nos tecidos linfáticos). Esse período é conhecido como incubação e dura de 4 a 7 dias. Depois o vírus volta a circular na corrente sanguínea e aí, ocorrem os sintomas.
O vírus também se replica nas células sanguíneas e atinge a medula óssea, comprometendo a produção de plaquetas ou trombócitos (cél. do sangue, fundamental para os processos de coagulação). Durante sua multiplicação, formam-se substâncias que agridem as paredes dos vasos sanguíneos, provocando uma perda de líquido (plasma). Quando isto ocorre rapidamente, aliado à diminuição de plaquetas ou trombócitos, ocorrem distúrbios no sistema circulatório, como hemorragias e queda da pressão arterial (choque) - este é o quadro da dengue hemorrágico (FHD).

Por que não se deve tomar medicamentos anti-inflamatórios e nem à base de Ácido acetilsalicílico (C9H8O4)?
Os doentes não podem tomar analgésicos ou antitérmicos com base de C9H8O4 = ácido acetilsalicílico (Aspirina, AAS, Melhoral, Doril, Bufferin, Voltaren, Cataflan, Aspegic, Dolviran, Alka-Seltzer, etc...), pois estes favorecem o desenvolvimento de hemorragias no organismo, abaixando drasticamente o número de plaquetas ou trombócitos sanguíneos.
No caso mais grave da doença, a hemorrágica (FHD), deve haver um rigoroso acompanhamento médico em função de agravamento com perdas de sangue e choque circulatório. Com indicação médica você poderá tomar medicamentos com dipirona (C13H16N3NaO4S) ou paracetamol (C8H9NO2).

O ALPHAVÍRUS (CHIKV) da febre CHIKUNGUNYA:



A febre Chikungunya é uma doença causada por um vírus (CHIKV) do grupo Arbovírus do gênero Alphavirus (Togaviridae) (foto ao lado) transmitida por mosquitos do tipo Aedes aegypti e o Aedes albopictus os mesmos da Dengue e da Febre Amarela. Em português podemos falar Chicungunha ou Catolotolo, cujo nome é originado do idioma oficial da Tanzânia e significa "ficar alquebrado" - derivação do verbo kutolojoka em Angola.
O período de incubação do Alphavírus é de 4 a 7 dias.
Os sintomas são febre alta, dor muscular e nas articulações, dor de cabeça e exantema, costumam durar de 3 a 10 dias, e sua letalidade, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, é rara, sendo menos frequente que nos casos de dengue.
Em 2010, o Brasil registrou três casos contraídos no exterior da doença, o Ministério da Saúde passou a acompanhar e monitorar continuamente a situação do VÍRUS (CHIKV) causador da febre Chikungunya
Até o momento (2015), não existe tratamento específico para portadores da febre Chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (anti-inflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetilsalicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia (como já expliquei em aula). Recomenda-se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.

Até Setembro de 2014, o Ministério da Saúde confirmou, por meio de exames laboratoriais, 79 casos de febre Chikungunya no Brasil. Deste total, 38 são de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa. Os outros 41 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Desses casos, chamados de autóctones, oito foram registrados no município de Oiapoque (AP) e 33 no município de Feira de Santana (BA).
O Ministério da Saúde e as secretarias estaduais de Saúde do Amapá e da Bahia, intensificaram as medidas de prevenção e identificação de casos nestas regiões. O órgão também elaborou um plano nacional de contingência da doença, que tem como metas a intensificação das atividades de vigilância; a preparação de resposta da rede de saúde; o treinamento de profissionais; a divulgação de medidas às secretarias e a preparação de laboratórios de referência para diagnósticos da doença.
Para evitar a transmissão do vírus é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros dos mosquitos. As recomendações são as mesmas para o controle da dengue, ou seja, verificar se a caixa-d’água está bem fechada; não acumular vasilhames no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta, entre outros cuidados.

TIPOS de VÍRUS:



* Adenovírus são do tipo DNA.
* Retrovírus são do tipo RNApodem causar câncer, por meio dos oncogenes, que induzem as células hospedeiras a se dividirem descontroladamente. 
Exemplo de Retrovírus
HIV-1 e HIV-2 (Vírus da AIDS = imunodeficiência humana (HIV-1 e HIV-2);
BLV (Vírus da leucemia de bovinos);
FIV (Vírus da imunodeficiência de felinos);
HTLV-1 e HTLV-2 (Vírus linfotrópico humano);
CAEV (Vírus da artrite-encefalite caprina);

* Arbovírus, transmitido por artrópodes (mosquitos), causam por exemplo a febre amarela.
Exemplos de Arbovírus:
DEN-1/2/3/4 (Vírus da dengue);

Algumas VIROSES (relatadas nas aulas e palestras do prof. João Angelo):



* AIDS (Síndrome da imunodeficiência adquirida): contágio acontece através do contato direto com o sangue, fluido preseminal, sêmen, leite materno e muco vaginal de pessoas contaminadas.
* Dengue (FHD) e Febre amarela causadas por Flavivirus [arbovirus] (Vírus envelopado com RNA de cadeia simples): sua transmissão acontece através da picada do mosquito fêmea Aedes eegypti.
* Caxumba (parotidite epidêmica) causada por Paramyxovirus (Vírus envelopado com RNA de cadeia simples): é uma doença viral cuja transmissão é geralmente respiratória, uma vez que os vírus estão presentes em gotículas de saliva, a contaminação também acontece através de contato direto com objetos contaminados.
* Gripe causada por Influenzavirus (Vírus envelopado com 8 moléculas de RNA de cadeia simples): vírus da gripe é facilmente transmitido, principalmente em ambientes fechados com pouca ventilação, uma vez que o vírus esta presente na saliva de pessoas infectadas, e são transmitidos através da respiração, fala, espirro e tosse.
* Hepatite B (infecciosa) causada por Hepadnavirus (Vírus envelopado com DNA de cadeia dupla): transmissão acontece através do contato direto com saliva, sêmen, sangue, secreções vaginais e leite materno de indivíduos infectados pelo vírus.
* Poliomielite (paralisia infantil) causada por Enterovirus (Vírus não envelopado com RNA de cadeia simples): a transmissão pode acontecer de diversas formas, através da boca com material contaminado com fezes, contaminação de alimentos e água por fezes, e também da forma oral-oral, através de gotículas de saliva eliminadas por pessoas contaminadas.
* Rubéola causada por Rubivirus (Vírus envelopado com RNA de cadeia simples): contaminação acontece através do contato direto através secreções ou pelo ar por espirros e tosse, visto que o vírus esta presente em gotículas de muco e saliva.
* Sarampo causada por Morbillivirus (Vírus envelopado com RNA de cadeia simples): é uma doença altamente contagiosa, cuja transmissão acontece através do contato direto com o vírus que esta presente em gotículas de saliva, sendo que o contágio também acontece ao compartilhar objetos (copos, talheres, toalhas, etc...) e o mesmo ambiente (sala, quarto, etc...) com a pessoa infectada.
* Varíola causada por Orthopoxvirus variolae (Vírus envelopado com DNA de cadeia dupla) : transmissão acontece através das vias respiratórias através de gotículas de salivas e também pelo contato com objetos contaminados como roupas, talheres, copos, etc...

18 de fev de 2017

RELÓGIO BIOLÓGICO X HORÁRIO DE VERÃO 2016 ou 5777 // 2017 ou 5778:

A parte da ciência que estuda este fato é a Cronobiologia. Entre outros fatores, a Cronobiologia estuda uma estrutura do nosso corpo, localizado no cérebro, que regula os horários de funcionamento do organismo. Dentro do hipotálamo existe um conjunto de células nervosas, que formam o Núcleo Supra-quiasmático e, ao emitirem sinais elétricos de forma rítmica, determinam o tempo no nosso organismo.
Pesquisa científica conduzida por laboratórios de cinco países da América do Sul com 9.251 pessoas no Brasil (em 2008) mostrou que 46% da população sente algum tipo de desconforto com o começo do horário de verão, entre elas:
Insônia, falta de apetite, cansaço, diminuição do rendimento no trabalho / escola, alterações no relógio biológico.
Entre os distúrbios resultantes da mudança está a dificuldade para dormir e a sonolência pela manhã. O corpo humano se prepara para acordar poucas horas antes do nascer do Sol, a temperatura começa a aumentar e o hormônio produzido pelas Glândulas Endócrinas Suprarrenais ou Adrenais - o Cortisol ou Hidrocortisona (C21H30O5) apelidado de "hormônio do estresse" (molécula no esquema ao lado) - atinge seu pico no organismo. Mas quando, como no "horário de verão", se é obrigado a acordar mais cedo, essas reações ficam fora de sintonia. O resultado desse desajuste é um sono mais curto, que leva à sonolência e à consequente falta de atenção, além de dificuldades de memória e outros problemas, que variam de pessoa para pessoa.

Sugestões:
a) Adiante os horários de refeições em uma hora. Caso isso não ocorra, o ideal é manter horários próximos e não almoçar um dia às 12 horas e no outro às 14 horas. Isso desregula o organismo.
b) Evite bebidas alcoólicas durante à noite no início da adaptação ao novo horário. Evite os cigarros e tenha uma alimentação saudável.
c) Tome banho morno, antes de ir dormir, relaxa bastante.
d) Aumente o consumo de frutas, sucos, chás gelados e se hidrate bastante nessa época.


Observações:
a) No Brasil não há ainda, estatísticas sobre os prejuízos causados pelo desajuste do relógio biológico, mas estudos da Universidade de British Columbia, EUA, dá conta que os acidentes de trânsito aumentam 8% no dia seguinte à implantação ao horário de verão.


Quando terminará o horário de verão em 2017?
A 47ª edição do "horário de verão" (2016-2017) teve início à zero hora do dia 16 de Outubro de 2016 ou 5777 e terminará à zero hora do dia 19 de Fevereiro de 2017 ou ainda 5778. Significa que, da noite de Sábado 18 para Domingo 19, as pessoas que moram nas regiões onde o horário de verão vigorou deveriam "atrasar" seus relógios em uma hora.


Quem teve a ideia do horário de verão?
O “horário de verão” foi cogitado pela 1a vez em 1784, por Benjamin Franklin (clique em "cientistas" no índice a direita...) observando que, nos meses de verão, o Sol nasce antes que as pessoas se levantassem.
Pensou ele: se os relógios fossem adiantados, a luz do dia seria mais bem aproveitada. O povo iria acordar, trabalhar e estudar em consonância com a luz do Sol, e com isso não se usariam tantas velas nas casas e fábricas daquela época.
Apesar de ter sido um cientista e político influente nos EUA, sua ideia, na época, não saiu do papel. Só em 1907, na Inglaterra, o construtor William Willett da Sociedade Astronômica Real, fez uma campanha para alterar os relógios no verão, reduzindo o "desperdício de luz diurna". A Alemanha, em 1916, também foi o 1o país no mundo a implantar o horário de verão, adotando a ideia de Franklin.

BENJAMIN FRANKLIN (*17/01/1706 +17/4/1790):

O diplomata, político e cientista Benjamin Franklin contribuiu para a independência dos EUA, por isso mesmo sua foto está estampada nas cédulas de 100 dólares até hoje. Ele fazia parte da Maçonaria (clique em "Maçonaria" no índice a direita). 
Outras importantes realizações:
* Sugeriu o "Horário de Verão";
* Inventou as lentes (óculos) bifocais em 1784;
* Demonstrou a existência de duas cargas elétricas (+ e -);
* Provou que o relâmpago (a luz) era uma grande descarga elétrica (o raio) pela proximidade de nuvens carregadas eletricamente, depois de várias experiências em Outubro de 1752;
* Inventou o para-raios;
* Inventou em 1761 uma gaita de vidro (para sua satisfação pessoal), resultado da inspiração de Handel Water Music tocando em taças de vinho.
* Inventou o odômetro simples (uma espécie de "conta-quilômetros", um dispositivo que ajuda a medir a distância percorrida por um veículo) para medir a distância que a sua carruagem coberta percorria, enquanto trabalhava como o Postmaster General (entregando cartas de correio); com isto ele descobria as melhores rotas que deveria fazer, de forma a minimizar as distâncias de que precisava para viajar e entregar o correio.
* Sugeriu a construção de navios com compartimentos estanques para prevenir naufrágios;
* Inventou o aquecedor a lenha de Franklin ou Franklin Stove, muito popular na época, onde havia uma saída para corrente de ar na área de aquecimento, o que favorecia o funcionamento deste equipamento;
* Criou o 1° "corpo de bombeiros voluntários" dos EUA;
* Criou a 1ª biblioteca pública gratuita nos EUA;


Obs. sobre o Horário de Verão que começa em 19/10/2014 ou 5775 e vai até 22/02/2015:

O horário de verão foi cogitado pela primeira vez em 1784, por Benjamin Franklin, um dos homens mais influentes da história política e científica dos EUA. Partindo da observação de que, durante parte do ano, nos meses de verão, o Sol nascia antes que a maioria das pessoas se levantasse, ele concluiu que, se os relógios fossem adiantados, a luz do dia poderia ser melhor aproveitada. A maioria da população passaria a acordar, trabalhar e estudar em consonância com a luz do Sol, e com isso não se consumiriam tantas velas nas fábricas e residências daquela época (obs. o pai de Benjamin Franklin era comerciante de velas).
A ideia de Franklin, na época, não chegou a sair do papel. Em 1907, na Inglaterra, um construtor chamado William Willett, membro da Sociedade Astronômica Real, deu início a uma campanha que propunha alterar os relógios no verão para reduzir o que classificava de "desperdício de luz diurna". Willett morreu em 1915, um ano antes de a Alemanha adotar sua tese e se tornar o primeiro país no mundo a implantar o horário de verão.
Clique em "Biologia" ou "Ciências"  no índice a direita desta página em "Relógio Biológico X Horário de Verão" para ver mais detalhes.



Benjamin Franklin está homenageado na cédula de U$ 100,00 (Cem dólares).










Pensamentos e Frases curiosas de Benjamin Franklin:

"A fome espreita a porta do homem laborioso, mas não se atreve a entrar".
"Aquele que persegue duas coisas de uma só vez não alcança uma delas e deixa a outra escapar".
"Investir em conhecimentos rende sempre melhores juros".
"O contentamento torna os pobres em ricos; o descontentamento torna os ricos em pobres".
"O homem fraco teme a morte, o desgraçado a chama; o valente a procura. Só o sensato a espera".
"Onde mora a liberdade, ali está a minha pátria".
"Ser humilde com os superiores é uma obrigação, com os colegas é uma cortesia, com os inferiores é uma nobreza".
"Três pessoas podem manter um segredo, se duas delas estiverem mortas".
" Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje".

12 de jan de 2017

SEXTA-FEIRA 13 de JANEIRO de 2017.

        “A sexta-feira 13 e o judaísmo”
(por Jane Bichmacher de Glasman, escritora, professora e ex-diretora do Programa de Estudos Judaicos da UERJ)
“Ninguém sabe direito como a superstição surgiu. Alguns dizem que é porque Jesus foi crucificado em uma sexta-feira 13. Quanto à possível conotação aziaga do número 13 na tradição judaica, ela, na verdade, não existe. Pelo contrário: 13 é um número extremamente positivo.
No judaísmo, 13 é a idade na qual o jovem se torna bar-mitzvá, 13 são também os princípios de Fé Judaica elaborados por Maimônides. O número 13 era visto na tradição judaica como a adição divina para ao terreno 12, que está ligado aos 12 meses do ano, às 12 tribos de Israel e aos 12 signos do zodíaco, os quais representam a fragmentação do mundo físico, onde a Luz do Criador está oculta. O 13 se eleva acima dessas forças materiais, e nos leva à unidade do mundo espiritual. Morrer em uma noite de sexta-feira, depois de ter recebido o Shabat, era visto como particularmente honrosa para os mártires judeus. Então, tendo a sexta-feira 13 se tornado mais um dia para mártires judeus, os numerosos opressores começaram a interpretar o dia em suas formas negativas. No judaísmo o número 13 não indica o fim, mas sim a transformação, o renascimento”.
Fonte: Jornal ALEF/ edição 1482 de Agosto de 2010  – comunidade judaica [ jornalalefvirtual@jornalalef.com.br ]
Abaixo a reportagem na íntegra:
A sexta-feira 13 e o judaísmo
Jane Bichmacher de Glasman, escritora, doutora em Língua Hebraica,
Literaturas e Cultura Judaica; professora adjunta, fundadora e
ex-diretora do Programa de Estudos Judaicos da UERJ.
De acordo com o calendário judaico, “Yom Shishi”, a sexta-feira (qualquer uma) começa na véspera – na quinta-feira, “Yom Hamishi”. Já na sexta-feira ao anoitecer é sábado – “Erev” (véspera) Shabat! O homem (ser humano) foi criado, de acordo com o relato bíblico, na sexta-feira. E, neste dia, diferentemente dos outros em que D’us concluía com um “Está bom!”, Ele disse: ”Muito bom!”. Para quem gosta de uma leitura supersticiosa, este comentário divino torna a sexta “um dia de sorte” (junto com a terça-feira em que foi dito “Bom!” duas vezes – motivo pelo qual se costuma começar nas terças, por exemplo, calendário de aulas em escolas judaicas etc).
Tendo o homem sido criado na sexta-feira – ela se tornou também a data do primeiro Rosh Hahaná da humanidade (embora primeiro de Tishrei, que é o primeiro dia de Rosh Hashaná, jamais possa cair num domingo, quarta ou sexta-feira)! Quanto à possível conotação aziaga do número 13 na tradição judaica, ela, na verdade, não existe. Pelo contrário: 13 é um número extremamente positivo. No judaísmo, 13 é a idade na qual o jovem se torna bar-mitzvá, entrando assim na maioridade religiosa. Treze são também os princípios de “Fé Judaica” elaborados por Maimônides no seu “Comentário sobre a Mishná” e transformados em “Pyiut” (poema litúrgico), no hino “Yigdal”, em 1404.
Na língua hebraica os numerais são escritos com as letras do alfabeto (alefbet), às quais é atribuído um valor numérico. Assim, o número 13 escreve-se com as letras “? Yud” (10) e “? Guimel” (3). Para desvendar as leituras semióticas da numerologia hebraica (gemátria), é necessário analisar o simbolismo dado a cada letra. “Yud” (?) é a primeira letra da palavra yetzer (impulso), denotando a tendência humana tanto para o bem, o altruísmo (“Yetzer hatov”, aspecto positivo, o bom impulso) como para o mal, o egoísmo (“Yetzer hará”, aspecto negativo, o mau impulso). Cabalistas aconselham a meditação na letra “Yud” como forma de ultrapassar estagnação e inspirar mudança a nível espiritual. O “Yud” é também a primeira letra do tetragrama sagrado. O “Guimel” (?), por outro lado, reflete qualidades de bondade e crescimento. A expressão “guemilut hassadim” (boas-obras, atos de bondade) traduz a essência de “Guimel”, primeira letra também das palavras “Gadol” (grande), “Guibor” (poderoso, forte, herói) e “Guevurá” (coragem).
O número 13 era visto na tradição judaica como a adição divina para ao terreno 12, que está ligado aos 12 meses do ano, às 12 tribos de Israel e aos 12 signos do zodíaco, os quais representam a fragmentação do mundo físico, onde a Luz do Criador está oculta. O 13 se eleva acima dessas forças materiais, e nos leva à unidade do mundo espiritual. Segundo a Cabalá, 13 é a gemátria (valor numérico) da palavra “Echad”, que significa o número 1, a unidade, e, também, uma alusão a Deus. As palavras “Ahavá” (amor) e “Deagá” (preocupação) igualmente têm seu valor numérico 13. Assim como é 13 o valor das palavras “Ahavá” (amor) e “Echad” (unidade), denotando uma ligação intrínseca entre elas. Morrer em uma noite de sexta-feira, depois de ter recebido o Shabat, era visto como particularmente honrosa para os mártires judeus. Então, tendo a sexta-feira 13 se tornado mais um dia para mártires judeus, os numerosos opressores começaram a interpretar o dia em suas formas negativas. No judaísmo o número 13 não indica o fim, mas sim a transformação, o renascimento. A superstição que ronda o número 13 é, sem dúvida, uma das mais populares. Pode ter tido origem no dia 13 de outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia. Na Antiguidade, o número 13 tornou-se de mau agouro, depois que o Imperador Felipe da Macedônia acrescentou sua estátua às dos doze deuses do Olimpo. Logo em seguida, ele foi brutalmente assassinado. Eva ofereceu a maçã a Adão na sexta-feira, e o dilúvio começou no mesmo dia.
Triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13. O medo específico da sexta-feira 13 (fobia) é chamado de parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia. Ninguém sabe direito como a superstição surgiu. Alguns dizem que é porque Jesus foi crucificado em uma sexta-feira 13. Além da versão histórica de perseguição aos templários, também existiam lendas nórdicas e cristãs sobre o sombrio treze. Sua origem é pagã, e não cristã como muitos pensam, e remonta a duas lendas da mitologia nórdica. De acordo com a primeira, houve no Valhalla, a morada dos deuses, um banquete para o qual doze divindades foram convidadas. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí surgiu a idéia de que reunir 13 pessoas para um jantar era desgraça. A associação com a sexta-feira vem da Escandinávia e refere-se a Friga, a deusa da fertilidade e do amor (que deu origem a frigadag e Friday = sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, num total de 13 entes, para rogar praga sobre os humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa. Isso serviu para incitar a raiva das pessoas contra Frigg, embora nem sequer existissem figuras malignas como o Diabo nessas culturas. Como a sexta-feira era um dia sagrado à deusa, e ao feminino, o advento ao patriarcado fez com que esse dia fosse o escolhido para ser dia amaldiçoado, como tudo o que dizia respeito às mulheres.
A Última Ceia, portanto, é uma posterior releitura dos mitos originais, onde havia 13 à mesa, às vésperas da crucificação de Jesus, que teria ocorrido numa sexta-feira. O 13° convidado teria sido o traidor causador da morte de Jesus, como Loki foi o causador da morte do filho de Odin. Especula-se, inclusive, que Jesus, sendo um iniciado, possa ter estipulado o número de pessoas à mesa em 13 precisamente por causa da magia do número.
Nas cartas do tarô, o Arcano 13 (Ceifador), é a carta da morte, por associação com as letras hebraicas. Estudantes da prática interpretam a carta como um sinal de mudanças do ponto de vista, de formas de viver, e profundas transformações internas e externas. Mesmo quando se refere à morte física, na concepção religiosa, esta não representa um fim em si; afinal os antigos viam a morte como uma passagem para outro mundo ou plano de existência, em geral com uma conotação evolutiva.