REVISTA ELETRÔNICA de EDUCAÇÃO & SAÚDE.

REVISTA ELETRÔNICA de EDUCAÇÃO & SAÚDE (ano XXXV) 2018 ou 5779
Criação e realização do biólogo e professor JOÃO ANGELO MARTIGNONI TEIXEIRA
Orientação e configuração do engenheiro e professor EVERARD LUCAS CARDOSO

20 de dez de 2013

Curiosidades dos anos 1600 até 1700, que as vezes retornam em 2013:

Conforme comento em sala de aula com meus alunos, aqui segue mais um resumo de nossas conversas culturais...

Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso palácio não tem banheiros.
Na Idade Média, não existiam escovas de dente, perfumes, desodorantes, muito menos papel higiênico. As excreções humanas eram despejadas pelas janelas do palácio.
Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a mínima higiene.
Vemos nos filmes de hoje as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram propositalmente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene eficaz). Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio (mesmo fato acontece aqui em Friburgo no inverno...algumas pessoas não tomam banho todos os dias...) e à quase inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador. Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos.
Quem já esteve em Versailles admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas "usados" como vaso sanitário, nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque (como já disse anteriormente...) não existia banheiro.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de Junho (para eles, o início do verão). A razão é simples: o "primeiro banho do ano" era tomado em Maio; assim, em Junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro.
Daí termos "Maio" como o "mês das noivas" e a explicação da origem do buquê de noiva.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível "perder" um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que atualmente usamos para os mais apressadinhos.
Os telhados das casas não tinham forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais - cães, gatos, ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a pular para o chão. Assim como a expressão "está chovendo canivetes" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" ("está chovendo gatos e cachorros").
Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de Estanho (Sn). Certos tipos de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada. Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram péssimos. Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, venenosos.
Os copos de Estanho eram usados pelos ricos para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura da bebida alcoólica com Óxido de Estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não (isso me lembra o recente filme - "Quincas Berro D'água" - com Paulo José e Marieta Severo). Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.
A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia espaço para se enterrarem todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos retirados, postos em ossários, e o túmulo utilizado para outro cadáver.
As vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo.
Assim, surgiu a ideia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma tira no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão usada por nós até os dias atuais.
Fonte: Rita Martire - Resp. INAS/CISL - Rio de Janeiro 
Texto encaminhado por meu amigo Eugênio Busi em 2007 adaptado por mim (João Angelo) para as aulas científicas.

Um comentário:

Carla disse...

Prezado Prof. Doutor João Angelo

Parabéns por seu Blog EXCITE, são matérias interessantes e com a excelência científica.
Sou Mestre em Eng. de Produção e comecei ainda em meu mestrado na COPPE a fazer os créditos do doutorado, até ser aprovada em uma Universidade fora do Brasil. Mas, decidi abdicar deste momento acadêmico para viver o lado prático docente e ter tempo para os familiares.
Curiosamente... Navegando neste Ciberespaço, encontrei referências de um outro site seu. E fiquei surpresa e muito surpresa por conhecermos pessoas em comum.
Quero ratificar suas palavras quanto a Dona Regina, Dr. João , Dr. Raul, Sr. Russlan. Sendo que este último é uma pessoa de moral, ética e inteligência irretocáveis. ( Não poderia ser diferente, pois seus familiares são também pessoas de bem.) O Sr. Russlan escreveu páginas impagáveis e inesquecíveis na história da minha vida. Um físico nato, um músico, um grande jogador de xadrez e de uma humildade ímpar.
Dona Regina foi a pessoa que mais lembrei quando estive a trabalho em Paris, por que? Por causa do perfume que é sua marca registrada Fleur Rocaille, sua elegância, educação e filha dedicada aos pais. O Sr. João uma pessoa de bom coração e foi um pai muito carinhoso. O Sr. Russlan com certeza é uma composição dos avós e dos pais, por isso ser esta pessoa tão especial e inesquecível. Ele merece toda felicidade do mundo! Se existe alguém que merece ser feliz ao extremo e nunca mais ter um pingo de tristeza, este alguém é o sr. Russlan.
Conhecer pessoas com valores imensuráveis neste mundo imediatista é algo raro, somos afortunados por esta benção em conhecê-los.
Agradeço por sua atenção.
Carla Castilho