REVISTA ELETRÔNICA de EDUCAÇÃO & SAÚDE.

REVISTA ELETRÔNICA de EDUCAÇÃO & SAÚDE (ano XXXV) 2018 ou 5779
Criação e realização do biólogo e professor JOÃO ANGELO MARTIGNONI TEIXEIRA
Orientação e configuração do engenheiro e professor EVERARD LUCAS CARDOSO

4 de dez de 2017

As RENAS ou CARIBUS do PAPAI NOEL...















Quem são os Caribus ou as Renas [Rangifer tarandus] que ajudam o Papai Noel a distribuir os presentes de Natal em seu trenó voador?


Tive o prazer de ver de perto, em Gramado/RS em 2013, algumas Renas cuja taxonomia de Carlos Lineu, em 1758, as designa como Rangifer tarandus (foto abaixo da Rena da Aldeia do Papai Noel em Gramado/RS):
Cada uma das nove Renas de Papai Noel tem seu nome próprio, a principal por exemplo, Rudolph (Rodolfo), foi um personagem criado em 1939 por um funcionário (Robert L. May) de uma rede de lojas americanas. 
As demais Renas são: Cometa, Corredora, Cupido, Dançarina, Empinadora, Raposa, Relâmpago e Trovão, todas seguindo Rodolfo, a Rena do nariz vermelho, que ilumina os céus e anuncia a passagem do trenó. 
Seus nomes originais em inglês (em ordem alfabética) seriam: Blitzen, Comet, Cupid, Dasher, Dancer, Donner, Prancer e Vixen.
Os créditos pela criação dos nomes das oito renas são de um poema de 1823 escrito pelo americano Clement Clarke Moore, chamado “A Véspera de Natal” (“A Visit from St. Nicholas”)”.  O Rodolfo (que como já disse anteriormente, surgiu em 1939), já "sofria bullying", pelo detalhe considerado no mínimo estranho: seu nariz vermelho brilhante. Em certo Natal, Papai Noel viajava numa noite com muita neblina, viu seu nariz cintilando e pediu sua ajuda para cruzar os céus. Aí começa a história de Rodolfo.
As Renas do Papai Noel são as únicas que sabem voar, ajudando o bom velhinho a entregar os presentes para as crianças do mundo todo, na noite de Natal. Quando ele pede para serem rápidas, elas podem ser as mais rápidas renas do mundo, mas quando o Papai Noel quer, elas também podem ser muito lentas. O mito das renas foi inventado na Europa, no século XIX.
Já mencionada anteriormente, a rena Rudolph surgiu em 1939, quando a cadeia de lojas Montgomery Ward Company (de em Chicago - EUA), pediu ao seu colaborador Robert L. May para criar uma história de Natal que seria oferecida aos seus clientes, todos os anos, sob a forma de livros de Natal para colorir.
A história de Rudolph foi escrita em versos e conforme R. L. May os criava, ia testando-os com sua filha - Barbara (na época com 4 anos de idade) que adorava a história, porém, o patrão de May ficou preocupado com o fato de a rena ter um nariz vermelho, já que esta era uma figura por vezes associada à bebida e aos alcoólicos, não lhe parecendo a melhor base para uma história infantil. Para resolver esse problema, May levou Denver Gillen, um amigo do departamento de arte da Montgomery Ward, a um jardim zoológico para que fizesse um esboço de Rudolph. O desenho de Gillen de uma rena com um nariz vermelho brilhante colocou um ponto final na hesitação do patrão de May e a história foi finalmente aprovada.
A empresa distribuiu 2,4 milhões de cópias do livro “Rudolph, the Red-Nosed Reindeer”, em 1939 e, até ao final de 1946, foram distribuídas um total de seis milhões de cópias. Isto, apesar de muitas vezes haver escassez de papel por causa da 2ª Guerra Mundial. No período pós-guerra, a procura pela figura de Rudolph foi enorme. No entanto, como May tinha criado a história enquanto era funcionário, quem detinha os direitos como autor era a Ward. Seu criador não recebia royalties, não tinha participação nos lucros produzidos pela sua criação. Contudo, em Janeiro de 1947, conseguiu convencer o presidente da empresa a transferir os direitos autorais para ele. Assim, de posse de sua “criatura”, Robert L. May garantiu sua estabilidade financeira. “Rudolph, a rena do nariz vermelho” foi publicado para comercialização em 1947 e encenada nos EUA em forma de musical nos anos que se seguiram, com estrondoso sucesso.

Fonte: A Voz da Serra de 22/12/2012 e João Angelo em visita a Aldeia do Papai Noel em Gramado/RS Nov. 2013

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