REVISTA ELETRÔNICA de EDUCAÇÃO & SAÚDE.

REVISTA ELETRÔNICA de EDUCAÇÃO & SAÚDE (ano XXXV) 2018 ou 5779
Criação e realização do biólogo e professor JOÃO ANGELO MARTIGNONI TEIXEIRA
Orientação e configuração do engenheiro e professor EVERARD LUCAS CARDOSO

1 de abr de 2014

CHARLES FRANCIS RICHTER (*26/4/1900 +20/4/1985):

A escala de Richter que quantifica a magnitude sísmica de um terremoto foi desenvolvida em 1935 pelos sismólogos Charles Francis Richter e Beno Gutenberg, ambos membros do California Institute of Technology (Caltech), que estudavam sismos na Califórnia. Nascido nos EUA, Charles Richter pôs em prática, junto com o colega Beno Gutenberg, do California Institute of Technology, a escala de medida sismográfica que leva seu nome (Escala Richter). Inicialmente, esta escala estava destinada a medir unicamente os tremores que se produziram na Califórnia (oeste dos EUA).
Observação: alguns Sismógrafos ou Verificadores de Terremotos usam internamente o Gás Nobre - Radônio - em seus componentes.
Princípio
É uma escala logarítmica-: a magnitude de Richter corresponde ao logaritmo da medida da amplitude das ondas sísmicas de tipo "P" e "S" a 100 km do epicentro.

A fórmula utilizada é ML = logA - logA0 onde "A" representa a amplitude máxima medida no sismógrafo e "A0" uma amplitude de origem (ou referência).
Assim, por exemplo, um sismo com magnitude 6 tem uma amplitude 10 vezes maior que um sismo de magnitude 5. Porém, o sismo de magnitude 6 liberta cerca de 31 vezes mais energia que o de magnitude 5.
Um terremoto de menos de 3,5 graus é apenas registrado pelos sismógrafos. Um entre 3,5 e 5,4 já pode produzir danos. Um entre 5,5 e 6 provoca danos menores em edifícios bem construídos, mas pode causar maiores danos em outros.
Já um terremoto entre 6,1 e 6,9 na escala Richter pode ser devastador numa zona de 100 km. Um entre 7 e 7,9 pode causar sérios danos numa grande superfície, como por exemplo o terremoto do Haiti no início de 2010.

Os terremotos acima de 8 podem provocar grandes danos em regiões localizadas a várias centenas de quilômetros do epicentro, como por exemplo o terremoto do Chile com 8,8 graus em Fevereiro de 2010 e o terremoto do Japão com 9 graus em 11 de Março de 2011, estes dois últimos com Tsunami (com ondas de 10 metros), chegando a afundar em 1m e 20cm o chão de algumas cidades litorâneas do Japão. Novamente outro terremoto no Chile com 8,2 graus em 01 de Abril de 2014, com ondas de 2 a 11 metros no Oceano Pacífico.
Inicialmente, a escala Richter estava graduada de 1 a 9, já que terremotos mais fortes pareciam impossíveis na Califórnia. Mas não existe limite teórico a esta medida no que se refere a outras regiões do mundo, e por isso agora se fala de "escala aberta" de Richter.
Magnitude e intensidade: a escala de Richter não permite avaliar a intensidade sísmica de um sismo num local determinado e em particular em zonas urbanas. Para tal, utilizam-se escalas de intensidade tais como a escala de Mercalli.
A magnitude é única para cada sismo, enquanto a intensidade das ondas sísmicas diminui conforme a distância das rochas atravessadas pelas ondas e as linhas de falha. Lembrando que as camadas da Terra diretamente envolvidas com os terremotos são a Pirosfera e a Litosfera (conforme explicamos em sala de aula...).

Magnitude na Escala Richter e efeitos associados:
1 Não é sentido pelas pessoas, só os sismógrafos registram.
2 É sentido nos andares mais altos dos edifícios.
3 Lustres podem balançar. A vibração é igual à de um caminhão passando.
3.5 Carros parados balançam, peças feitas em louça vibram e fazem barulho.
4.5 Pode acordar as pessoas que estão dormindo, abrir portas, parar relógios de pêndulos e cair reboco de paredes.
5 É percebido por todos. As pessoas caminham com dificuldades, objetos caem de estantes e os móveis podem ficar virados.
5.5 As pessoas têm dificuldades de caminhar, as paredes racham e as louças quebram.
6.5 Difícil dirigir automóveis, forros desabam, casas de madeira são arrancadas de fundações. Algumas paredes caem.
7 Pânico geral, danos nas fundações dos prédios, encanamentos se rompem, fendas no chão, danos em represas e queda de pontes e viadutos.
7.5 Maioria dos prédios desaba, grandes deslizamentos de terra, rios transbordam, represas e diques são destruídos.
8.5 Trilhos retorcidos nas estradas de ferro, tubulações de água e esgoto totalmente destruídas; prováveis Tsunamis (ondas gigantes) se o epicentro for próximo do litoral em questão (exemplo: terremoto do Chile em Fevereiro de 2010 e terremoto do Japão em 11 de Março de 2011, ambos com ondas de até 10 metros no litoral).
9 Destruição total. Grandes pedaços de rocha são deslocados, objetos são lançados no ar.
Escala de Mercalli: a escala de Mercalli tem 12 graus e é uma escala qualitativa usada para classificar a intensidade de um terremoto a partir dos seus efeitos em pessoas e estruturas na superfície da Terra.
Foi elaborada pelo vulcanólogo italiano Giuseppe Mercalli em 1902, tendo sido largamente utilizada antes da invenção da escala Richter. A forma atualmente utilizada nos EUA é a Escala de Mercalli Modificada (MM), que foi desenvolvida (modificada) em 1931 pelos sismólogos dos EUA Harry Wood e Frank Neumann.
A escala de Mercalli tem uma importância apenas qualitativa e não deve ser interpretada em termos absolutos, uma vez que depende de observação humana. Por exemplo, um sismo de grau 8 na escala Richter num deserto inabitado é classificado como I na escala de Mercalli, enquanto que um sismo de menor magnitude sísmica, por exemplo 5, numa zona onde as construções são débeis e pouco preparadas para resistir a terremotos, pode causar efeitos devastadores e ser classificado com intensidade 9.

Magnitude na Escala Mercalli e os efeitos percebidos:
1 Nenhum movimento é percebido.
2 Algumas pessoas podem sentir o movimento se elas estão em repouso e/ou em andares elevados de edifícios.
3 Diversas pessoas sentem um movimento leve no interior de prédios. Os objetos suspensos se mexem. No exterior, no entanto, nada se sente.
4 No interior de prédios, a maior parte das pessoas sentem o movimento. Os objetos suspensos se mexem, e também as janelas, pratos, armação de portas, etc...
5 A maior parte das pessoas sente o movimento. As pessoas adormecidas, acordam. As portas fazem barulho, os pratos se quebram, os quadros se mexem, os objetos pequenos se deslocam, as árvores oscilam, os líquidos podem transbordar de recipientes abertos.
6 Todo mundo sente o terremoto. As pessoas caminham com dificuldade, os objetos e quadros caem, o revestimento dos muros pode rachar, árvores e os arbustos são sacudidos. Danos leves podem acontecer em imóveis mal construídos, mas nehum dano estrutural.
7 As pessoas têm dificuldade de se manter em pé, os motoristas sentem seus carros sacudirem, alguns prédios podem desmoronar. Tijolos podem se desprender dos imóveis. Os danos são moderados em prédios bem construídos, mas podem ser importantes
no resto.
8 Os motoristas têm dificuldade em dirigir
, casas com fundações fracas tremem, grandes estruturas, como chaminés e prédios podem se torcer e quebrar. Prédios bem construídos sofrem danos leves, contrariamente aos outros, que sofrem severos danos. Os galhos das árvores se quebram, colinas podem ter fissuras se a terra está úmida e o nível d'água nos poços artesianos pode se modificar.
9 Todos os prédios sofrem grandes danos. As casas sem alicerces, se deslocam. Algumas canalizações subterrâneas se quebram, o chão sofre fissuras.
10 A maior parte dos prédios e suas fundações são destruídos, assim como algumas pontes e viadutos. As barragens são significativamente danificadas. A água
é desviada de seu leito, largas fissuras aparecem no solo, os trilhos das ferrovias entortam.
11 Grande parte das construções desabam, as pontes e as canalizações subterrâneas são destruídas.
12 Quase tudo é destruído. O solo ondula. Rochas podem se deslocar.

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